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quarta-feira, 1 de junho de 2016

Polícias de Caraúbas e Patu prendem acusado de roubos nas rodovias

Antônio Tomaz de Oliveira, conhecido como "Macaquinho de Caraúbas”, é acusado de diversos assaltos na região (Foto:? Divulgação Polícia Civil).
Antônio Tomaz de Oliveira, conhecido como "Macaquinho de Caraúbas”, é acusado de diversos assaltos na região (Foto:? Divulgação Polícia Civil).

A Polícia Civil das cidades de Caraúbas e de Patu, com apoio do Grupo Tático Operacional (GTO), cumpriram mandado de prisão preventiva contra Antônio Tomaz de Oliveira, conhecido como “Macaquinho de Caraúbas”, 28 anos, acusado de diversos assaltos na região.
O suspeito foi preso na casa onde morava. A polícia já havia tentado prender Antônio Tomaz três vezes, sem sucesso.
Antônio Tomaz de Oliveira responde a diversas ações penais pela prática de roubos a comerciantes e a cidadãos nas rodovias em Caraúbas e Patu.
Fonte: Jornal o Mossoroense 

Acidente agora Baixa do meio.

acidente agora Baixa do meio com vitima de Macau deixa dois policiais feridos Soldado Fábio e Johny estão feridos.Major kerginaldo está no local.
Policial da ambiental morreu na hora.




Mossoró realiza 3,66 vezes mais cesárias que o recomendado pela OMS

Com média de 70% dos partos através de cesariana, Mossoró está muito acima do limite de 15% recomendado pela OMS.
Com média de 70% dos partos através de cesariana, Mossoró está muito acima do limite de 15% recomendado pela OMS.
Segundo dados divulgados pela Prefeitura Municipal de Mossoró, uma média de 70% dos partos realizados no município são feitos através de cesarianas, percentual acima da média brasileira de 56% e 3,66 vezes mais que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de até 15%. Diante deste cenário, a Rede Cegonha Municipal definiu estratégias para estimular as gestantes a optarem pelo parto normal.
A coordenadora do Programa Municipal de Saúde da Mulher, Luana Medeiros, conta que a meta é diminuir em 10% ao ano o número de partos cesáreos no município. Para isso, será estabelecido maior diálogo com as gestantes sobre os benefícios do parto natural.
“Embora seja mais demorado que a realização de uma cirurgia, o parto normal implica menos riscos para a mãe e para o bebê, além de possibilitar mais rápida recuperação para mulher”, conta.
O Brasil, junto com a República Dominicana, é o campeão mundial de realização de cesárias. Na rede particular de saúde brasileira, no entanto, este índice que chega a 84,6% dos partos. Esse panorama é resultado de fatores como a preferência dos médicos pela cesariana, procedimento mais rápido e que paga melhor que um parto normal, além do medo de muitas gestantes têm do parto, enxergando na cirurgia mais segurança e menos dor
“Nós vamos incentivar a mulher, desde o pré-natal, nas Unidades Básicas de Saúde e Maternidade, a optar pelo parto normal e também queremos intensificar o processo de humanização de todo o ciclo, desde a gestação até o puerpério”, frisa a enfermeira do Hospital Maternidade Almeida Castro, Edilene Torquatro.
Fonte: Jornal o Mossoroense 

Recuperação do petróleo reduz pressão por novas medidas da Opep, diz economista



A recuperação nos últimos meses nos preços do petróleo retirou pressão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para agir na reunião desta quinta-feira, de acordo com Hamza Khan, diretor de commodities do banco ING. "Com os preços do petróleo recuperando-se 15% desde a última reunião semestral da Opep, em dezembro, os líderes da Opep estarão de melhor humor nesta reunião", avaliou.
Khan diz, porém, que o avanço recente dos preços ocorreu a um custo significativo para alguns membros da Opep, entre eles Nigéria, Líbia e Venezuela. Problemas na produção desses países têm colaborado para sustentar os preços do barril. O governo de Caracas, por exemplo, gostaria de um esforço da Opep para impulsionar os preços, mas o consenso entre a maioria dos integrantes é que não deve ocorrer nenhuma ação agora.
O analista-chefe de commodities da SEB Markets, Bjarne Schieldrop, avaliou que o mercado de petróleo pode ter mais volatilidade. Segundo ele, a produção historicamente bastante flexível da Opep tem sido trocada pela produção menos flexível de xisto dos EUA. Schieldrop diz que agora o mercado começa a entender que a Opep não mais defenderá os preços com cortes em sua oferta nem manterá capacidade ociosa para ajudar a conter os preços durante períodos com falta de menor oferta. O economista diz que é possível que a interferência da Opep no mercado tenha sido alvo de críticas no passado, mas podem acabar sentido falta dessa interferência, especialmente quando o preço chegar a patamares mais altos. Fonte: Dow Jones Newswires.
Fonte: R7

Enem: travestis e transexuais já podem solicitar uso do nome social

O travesti ou homossexual participante do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que quiser ser identificado pelo nome social no dia das provas deve fazer a solicitação pela internet a partir de hoje (1º). O prazo vai até o dia 8. No dia do exame, as pessoas trans deverão ser tratadas pelo nome com o qual se identificam e não pelo que consta no documento de identidade.
O uso do nome social deve ser solicitado exclusivamente na Página do Participante do Enem. O candidato deve enviar formulário específico pelo sistema, acompanhado de foto e documento de identificação.
Desde 2014, o Enem recebe o cadastro para o uso do nome social. O número de inscrições subiu de 102, na edição de 2014, para 278 na edição de 2015. Os participantes travestis e transgêneros também têm garantido o direito de usar o banheiro do gênero com o qual se identificam.
Enem 2016
As provas do Enem serão realizadas nos dias 5 e 6 de novembro. A nota do exame é usada na seleção para vagas em instituições públicas, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), bolsas na educação superior privada, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), e vagas gratuitas nos cursos técnicos oferecidos, por meio do Sistema de Seleção Unificada da Educação Profissional e Tecnológica (Sisutec).
O resultado do exame também é requisito para receber o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e participar do Programa Ciência sem Fronteiras. Para pessoas maiores de 18 anos, o Enem pode ser usado como certificação do ensino médio.
A plataforma Hora do Enem disponibiliza gratuitamente um plano de estudos individual para quem quer se preparar para o exame. O estudante faz um cadastro no qual indica o curso que pretende fazer. O sitetambém permite ao candidato participar de simulados nacionais, além de ter acesso ao Mecflix, portal com mais de 1,2 mil videoaulas.
Fonte: Agencia Brasil

Ministro da Justiça apresenta nova secretária de Política para Mulheres

Temer e Alexandre de Moraes se reuniram com secretários estaduais.
Contrária ao aborto, Pelaes escreveu leis em favor de presas e domésticas.

Fátima Pelaes Michel Temer Amapá (Foto: Divulgação/Palácio do Planalto)A secretária Fátima Pelaes com o presidente em exercício Michel Temer no Palácio do Planalto (Foto: Divulgação/Palácio do Planalto)
O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, apresentou nesta terça-feira (31) a ex-deputada Fátima Pelaes como nova secretária de Políticas para Mulheres, órgão ligado ao ministério. Além dela, Moraes apresentou o perito Celso Perioli para a Secretaria Nacional de Segurança Pública e a procuradora Flávia Piovesan para a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, cuja nomeação já havia sido anunciada.
A apresentação ocorreu durante reunião com secretários de Justiça dos 26 estados e do Distrito Federal, convocada para discussão do Plano Nacional de Segurança Pública. O presidente em exercício Michel Temer participou da abertura da reunião.
Na ocasião, o governo confirmou a criação de um núcleo, dentro do Ministério da Justiça, especializado em ações de proteção à mulher, que visa estimular a maior notificação às polícias de casos de violência. A criação do órgão foi anunciada após o episódio de estupro coletivo de uma adolescente no Rio de Janeiro.
Posição sobre aborto
Socióloga e ex-deputada federal pelo Amapá, Fátima Pelaes (PMDB) é próxima a Temer e ocupava a presidência nacional do PMDB Mulher, um dos núcleos do partido. Já foi filiada ao PLF e ao PSDB.
Pelaes, que é evangélica e foi presidente da Frente Parlamentar da Família e Apoio à Vida, defende posições mais conservadoras que as da anterior secretária de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci.
Durante a atuação parlamentar, ela se manifestou contra o aborto numa sessão que discutia proposta que visava concessão de uma bolsa a mulheres que engravidem após estupro. O projeto também garantia ao nascituro assistência pré-natal e encaminhamento para adoção, se fosse a vontade da mãe.
"Nós enquanto representantes do povo brasileiro, temos que pensar que direito nós mulheres temos de tirar uma vida? [...] Como é que nós queremos tirar essa vida ali no seu início? Nós não podemos permitir isso", afirmou, durante sessão na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.
Na mesma comissão, Pelaes afirmou que nasceu de um estupro que a mãe dela sofreu dentro da penitenciária, quando "cumpria pena por um crime passional". "Ela chegou a pensar sim no aborto, porque não se via saída [...] Ela não teve como fazer, pediu perdão para mim, depois que eu já estava adulta. E hoje eu estou aqui podendo dizer: a vida começa na hora da concepção sim. Porque se há muito tempo atrás ela tivesse feito isso [aborto], nós não estaríamos aqui", afirmou a então deputada.
"A gente pode dizer, 'mas foi o seu caso'. Mas quantos outros... Dá-se um jeito. Consegue-se sobreviver. Não é fácil, mas é possível", afirmou Pelaes, na ocasião.
Ela disse ainda, na comissão, que já teve posição a favor do aborto. "Eu já estive também em alguns momentos, nesta comissão, dizendo que toda mulher tem direito e que a vida não começa na concepção. Mas eu precisava ser curada, ser trabalhada, porque eu estava com trauma, eu não conseguia falar disso. Hoje eu posso", afirmou.

Projetos
Como deputada federal, Pelaes foi autora de projeto de lei, aprovado em 2009, que obrigou penitenciárias para mulheres a construir seção para gestante e parturientes, além de creche para crianças com idade entre seis meses e sete anos.

A ex-deputada também propôs a mudança na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que garantiu às empregadas domésticas direito à licença-maternidade de 120 dias, sem risco de perder o emprego ou parte do salário.

Estupro coletivo
Na semana passada, Pelaes divulgou nota em que pedia punição dos responsáveis pelo estupro sofrido por uma jovem de 16 anos no Rio de Janeiro. Em depoimento, a vítima disse que foi dopada e violentada por mais de 30 homens. Imagens dela nua e desacordada foram divulgadas em redes sociais.
"Nosso respeito e solidariedade à família desta jovem que como tantas mulheres sofre a violência do estupro [...] Esse assunto não deveria ser apenas, ou especificamente, de interesse das mulheres. É um assunto que interessa homens e mulheres engajados na construção de relações sociais mais justas e igualitárias", escreveu.
Fonte: G1

Deputado que preside sessões da Câmara ganhou na loteria 12 vezes, sera que é sorte ?

Giacobo conduziu trabalhos na ausência de Waldir Maranhão.
Líderes pressionam para que Maranhão deixe presidência da Câmara.

Sessão da Câmara presidida pelo 2º Vice-presidente da Casa, deputado Giacobo (PR-PR) (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)Sessão da Câmara presidida pelo 2º Vice-presidente da Casa, deputado Giacobo (PR-PR) (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

Nesta quarta-feira (18), a sessão da Câmara foi comandada pelo deputado Giacobo (PR-PR), que deve permanecer na presidência da Casa nos próximos dias.
Há duas semanas, o Supremo Tribunal Federal (STF) afastou Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara, porque ele estaria atrapalhando as investigações da Operação Lava Jato. No lugar dele ficou, interinamente, o deputado Waldir Maranhão (PP-MA), que tem sido rejeitado por parlamentares, porque tentou anular o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Alguns partidos, como o DEM, querem novas eleições para a presidência da Câmara. Outros esperam que Giacobo, que é segundo vice-presidente da Casa, assuma os trabalhos.
Perfil
Giacobo é conhecido na Câmara por ter sido premiado 12 vezes na loteria em apenas um ano. Na época, ele não era deputado.
A assessoria do Partido da República (PR) afirmou que o parlamentar ganhou na loteria esportiva em 1997, jogando em bolões com amigos. "Ele recebeu R$ 123 mil da parte que lhe coube no prêmio, conforme consta da declaração do Imposto de Renda. Ele não foi premiado em outros concursos", diz o texto.
Fernando Lúcio Giacobo nasceu em Pato Branco (PR) em 1970. Em 1988, tornou-se empresário do ramo de móveis e eletrodomésticos e, depois, do ramo automotivo.
Foi eleito deputado federal pela primeira vez em 2002, pelo PPS, e reeleito em 2006, pelo PL (hoje PR). Nas últimas eleições, em 2014, teve 144 mil votos.
Ações no STF
O deputado não responde a nenhum processo no momento. Em 2010, foi absolvido no STF, em ação sobre crime contra a administração pública. Segundo denúncia do Ministério Público Federal (MPF), uma empresa de Giacobo foi favorecida na licitação para exploração do terminal rodoviário da cidade de Pato Branco.
Giacobo chegou a responder a outros dois processos no STF, mas os crimes prescreveram. Num deles, foi acusado de sequestro e cárcere privado. O caso foi denunciado pelo Ministério Público do Paraná, e teria ocorrido em julho de 2000.
O deputado teria comprado terras em Mato Grosso do Sul. Segundo a denúncia, ele pediu que o vendedor levasse os documentos da propriedade para a sua concessionária, em Cascavel. Giacobo teria então exigido que o corretor devolvesse a ele o valor referente à comissão pela venda das terras (R$ 250 mil). O vendedor disse que foi mantido, contra a vontade, até as 22h na concessionária.
Depois, de acordo com o MP, o vendedor foi levado para o município de Rio do Salto (MS) e mantido trancado em um quarto de uma casa até a noite seguinte. Giacobo negou o sequestro e disse que foi enganado pelo corretor de imóveis, que teria vendido uma propriedade em terras indígenas. O processo foi extinto pelo ministro Marco Aurélio Mello.
Em outra ação, o deputado foi acusado de montar um esquema de sonegação de impostos com base em empresas fantasmas que beneficiaria sua concessionária. Ele respondia por formação de quadrilha e falsidade ideológica, além de crime contra a ordem tributária. O esquema teria lesado os cofres públicos em R$ 331.348, entre outubro de 2000 e junho de 2001.
A denúncia foi feita pelo Ministério Público Federal no Paraná em 2002. Giacobo supostamente usava uma empresa de locação para comprar carros da fábrica sem impostos, o que era permitido por lei graças a uma medida provisória da época.
O problema é que, segundo o MP, a locadora era de fachada e, menos de duas semanas depois, repassava os carros à concessionária para serem revendidos. Por conta disso, o parlamentar chegou a ter os bens bloqueados. Giacobo afirmou que o caso não era de sonegação fiscal, mas de não recolhimento de PIS e Cofins sobre a transação na venda de veículos de uma de suas empresas. A ação foi extinta pela ministra Carmem Lúcia.
Nota do PR
O Partido da República (PR) emitiu nota em que afirma que Giacobo "cumpriu com seu dever constitucional" ao conduzir os trabalhos da Câmara dos Deputados, uma vez que é segundo vice-presidente da Casa.
"Entretanto, ele reitera sua indisposição para acordos, uma vez que a restituição da normalidade no Poder Legislativo depende do afastamento do deputado Waldir Maranhão do cargo de presidente da Câmara dos Deputados", diz trecho da nota.
Sessão de quarta
A sessão da Câmara comandada por Giacobo aprovou duas medidas provisórias, já comAndré Moura (PSC-SE) como novo líder do governo do presidente em exercício Michel Temer.
Uma delas foi editada em fevereiro pela presidente afastada Dilma Rousseff e traz ações para combater o Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O texto autoriza o ingresso forçado em imóveis públicos ou privados para combater focos do mosquito.
Outra proposta aprovada foi a MP 706/15, que aumenta de 30 para 210 dias o prazo para distribuidoras de energia assinarem aditivo de contrato com o Ministério de Minas e Energia, para prorrogar a concessão do serviço.
Giacobo foi elogiado ao fim da sessão. “Em nome do bloco, PP, PTB, PCS, quero parabenizar Vossa Excelência. Depois do impeachment é a primeira vez, primeira sessão, que nós conseguimos deliberar”, declarou o deputado Simão Sessin (PP-RJ).
Fonte: G1

Prazo para Dilma entregar defesa do impeachment termina nesta quarta

Presidente afastada vai alegar que não cometeu crime de responsabilidade.
Cronograma prevê que Senado pode julgar fase intermediária em agosto.

Vinte dias após a abertura do processo de impeachment pelo Senado, vence nesta quarta-feira (1º) o prazo para a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) entregar sua defesa das acusações de que cometeu crime de responsabilidade ao praticar as chamadas “pedaladas fiscais” e ao editar seis decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso.
No documento, a defesa de Dilma deve alegar que os atos não configuram crime de responsabilidade e que o processo de impeachment tem “vícios de origem”, porque teria sido aberto por “vingança” pelo presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Na quinta-feira (2), a comissão especial do impeachment se reúne para discutir o cronograma de atividades do colegiado nesta etapa do processo – chamada de pronúncia –, na qual os parlamentares decidem se a denúncia contra Dilma é ou não procedente e se deve ou não ser levada a julgamento final.
Na semana passada, o relator do caso, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), apresentou proposta de cronograma no qual o Senado decidiria se leva ou não o processo a julgamento entre os dias 1º e 2 de agosto.
Senadores a favor do impeachment querem agilizar as atividades e concluir esta segunda fase em julho. Parlamentares que apoiam Dilma, no entanto, consideram curto o prazo de trabalho desta etapa da comissão.
Nesta parte intermediária do processo, a comissão realizará diligências, coletará provas e ouvirá testemunhas de defesa e de acusação – para, depois, elaborar um relatório sobre a denúncia.
Fonte: G1

Conselho de Ética pode votar cassação de Cunha nesta quarta

Eduardo Cunha será acusado por relator de mentir sobre contas no exterior.
Processo contra um deputado no conselho já é o mais longo da história.

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados realiza sessão para a leitura, discussão e votação do parecer Marcos Rogério (DEM-RO), relator do processo de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), nesta quarta-feira (1º). O deputado deve pedir a cassação do mandato do presidente afastado da Câmara. Caso seja aprovado, o processo vai a votação no plenário.
Marcos Rogério entregou seu parecer e voto sobre o caso nesta terça-feira (31). O teor do voto ainda não é público, mas o G1 apurou que o deputado pedirá a cassação do mandato de Cunha. Ele defenderá no documento que o presidente afastado da Câmara mentiu à CPI da Petrobras ao afirmar que não tem contas bancárias no exterior.

O relator do Conselho de Ética, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), entrega parecer favorável à cassação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado José Carlos Araújo (PR-BA) - com documento na mão -, recebe parecer e voto de Marcos Rogério (DEM-RO) - de terno azul -, relator do processo do presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília (Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)
Marcos Rogério vai citar no relatório o conjunto de provas produzidas, entre elas as que apontam recebimento de propina por Cunha no esquema de corrupção da Petrobras. Mas, no voto, vai levar em conta somente a acusação de que Cunha mentiu.
O objetivo é evitar a anulação do processo, pois uma decisão do presidente em exercício da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), limitou o foco das investigações à questão das contas no exterior. Maranhão também encaminhou consulta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, questionando genericamente os ritos dos processos de quebra de decoro parlamentar de deputados federais - que pode vir a evitar a cassação de Cunha.
Aberto em 2015, o processo do Conselho de Ética que investiga o presidente afastado da Câmara já é o mais longo da história.
Se o relatório de Marcos Rogério não for aprovado pela maioria dos 21 integrantes do Conselho de Ética, um novo relator deverá ser escolhido para elaborar um outro parecer. Depois de passar por análise do conselho, o parecer precisará ser votado no plenário.
Defesa de Cunha
Mesmo antes do julgamento, Cunha já afirmou que vai recorrer de evenual decisão do Conselho de Ética contra ele, em entrevista à rádio CBN nesta terça-feira (31). Segundo o peemedebista, o processo está "eivado de irregularidades" e "é óbvio que vai haver recurso à Comissão de Constituição e Justiça" - que é controlada por alidos do presidente afastado.
Cunha está atualmente com o mandato suspenso e foi afastado da presidência da Câmara por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), por usar o cargo para prejudicar as investigações da Lava Jato e o andamento do processo no Conselho de Ética da Câmara.
Em depoimento aos integrantes do Conselho de Ética em 19 de maio, Cunha se defender e reiterou não ser dono das contas, mas admitiu ser o beneficiário de fundos geridos por trustes (entidades legais que administram bens e recursos).
Código de Ética
Marcos Rogério já havia anunciado que iria respeitar a decisão de Maranhão e deixar de fora do seu voto a suspeita de pagamento de propina a Cunha, mas citaria todo o conjunto das provas levantadas durante o processo.
A imputação de quebra de decoro ficará restrita apenas à questão das contas, baseadas no artigo 4º do Código de Ética, que prevê a perda do mandato como punição, sem considerar penas alternativas. Pelas regras, o relator tem a prerrogativa de propor uma penalidade mais branda, mas Marcos Rogério já disse que não pretende fazer isso.
Segundo parecer preliminar já aprovado no conselho, que decidiu pela abertura do processo, Cunha responde pelo inciso V do artigo 4º do Código de Ética, que diz que é conduta incompatível com o decoro, punível com perda do mandato:
"Omitir intencionalmente informação relevante ou, nas mesmas condições, prestar informação falsa nas declarações de que trata o art. 18". O artigo 18 se refere às declarações obrigatórias que todo deputado deve apresentar ao assumir o mandato, como a sua declaração de bens.
Fonte: G1

Planalto anuncia Torquato Jardim para o Ministério da Transparência

Jurista especializado em direito eleitoral, Torquato já foi ministro do TSE.
Ele sucederá Fabiano Silveira, que deixou o cargo após divulgação de áudios.


A ex-senadora Marina Silva e o advogado Torquato Jardim durante sessão do TSE que analisa o registro da Rede (Foto: Nelson Jr./ASICS/TSE)Na foto, Torquato Jardim acompanha, ao lado da
ex-senadora Marina Silva, sessão do TSE na qual
foi analisado registro da Rede (Foto: Nelson Jr./TSE
O Palácio do Planalto anunciou nesta quarta-feira (1º) que o jurista Torquato Jardim sucederá Fabiano Silveira no comando do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle. Considerado um dos maiores especialistas em direito eleitoral do país, Torquato já atuou em dois períodos diferentes como ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre as décadas de 1980 e 1990, na cota reservada a advogados.
Segundo a assessoria do governo federal, a posse do novo ministro da Transparência ocorrerá nesta quinta-feira (2).
Natural do Rio de Janeiro, o jurista de 66 anos assumirá a cadeira no primeiro escalão do governo Michel Temer em meio a uma crise no Ministério da Transparência.
Herdeiro das atribuições de combate à corrupção no governo federal da extinta Controladoria-Geral da União (CGU), o novo ministério viu seu primeiro ministro ser afastado por envolvimento nas investigações da Lava Jato e enfrenta uma rebelião de servidores contrários às indicações políticas para o órgão e à mudança recente na estrutura da pasta.
Torquato foi sondado para o cargo na última segunda-feira por emissários de Temer. Outro nome que chegou a ser cotado para o comando do Ministério da Transparência foi o da ministra aposentada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Eliana Calmon. Antes de se aposentar, ela ganhou projeção nacional ao atuar como corregedora-geral de Justiça. 
Gravações de Machado
O antecessor de Torquato Jardim teve de deixar o cargo na última segunda-feira (30)após reportagem exclusiva do Fantásticorevelar o conteúdo de gravações nas quais Fabiano Silveira criticava a atuação da Procuradoria Geral da República (PGR) na Operação Lava Jato e dava orientações ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, ambos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras.
No áudio feito por Machado na casa do presidente do Senado, estavam presentes Renan Calheiros, o advogado Bruno Mendes e Fabiano Silveira, que, à época, integrava o Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Fabiano Silveira foi o segundo ministro de Temer afastado da Esplanada dos Ministérios em razão da divulgação de conversas de Sérgio Machado com integrantes da cúpula do PMDB.
Além de Renan, o ex-presidente da Transpetro gravou diálogos privados com o ex-presidente da República José Sarney e o senador Romero Jucá (PMDB-RR). O parlamentar de Roraima, inclusive, pediu exoneração do comando do Ministério do Planejamento por conta da repercussão negativa de sua conversa com Machado.
Fonte G1

PIB do Brasil cai 0,3% no 5º trimestre seguido de contração

Foi a quinta queda trimestral seguida do PIB brasileiro. 
Na comparação com o mesmo período de 2015, houve queda de 5,4%.


PIB arte 1ºtri2016 (Foto: Arte/G1)
A recessão brasileira se aprofundou neste início de ano. No primeiro trimestre de 2016, o Produto Interno Bruto (PIB) teve queda de 0,3% em comparação com os três meses anteriores, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a quinta queda trimestral seguida do PIB brasileiro. Em 2015, a economia brasileira "encolheu" 3,8% – o pior resultado em 25 anos.
Apesar da contração, foi o melhor resultado nessa comparação desde o quarto trimestre de 2014, quando o PIB cresceu 0,2%. Mas o dado está longe de ser bom, avalia o IBGE.
“Melhora por enquanto não houve até porque mesmo na margem a variação é negativa, mas é muito menor do que havia antes porque meio que manteve o patamar de queda em relação ao trimestre anterior”, explicou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.
“Não é melhora, porque não é melhora das taxas espalhadas. (...) A leitura é o que cenário é realmente muito parecido e continua aquele espalhamento de taxas negativas pela economia praticamente como um todo”, explicou Rebeca. “A conjuntura está bem parecida entre o primeiro trimestre e o quarto trimestre do ano anterior em termos de desempenho da economia. Não tem grandes mudanças não”.
Nos últimos quatro trimestres, a queda acumulada é de 4,7% frente aos quatro trimestres anteriores.
Valores correntes
Em valores correntes, o PIB atingiu R$ 1,47 trilhão no primeiro trimestre de 2016. Na comparação com o mesmo período de 2015, houve queda de 5,4% no PIB – a oitava contração seguida da economia.
Nos últimos quatro trimestres, a queda acumulada é de 4,7% frente aos quatro trimestres anteriores.
Em valores correntes, o PIB acumulado nos quatro trimestres até março de 2016 somou R$ 5,94 trilhões, sendo R$ 5,088 trilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 855,1 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.
DEMANDA
Pela lado da demanda, os investimentos e o consumo das famílias foram destaque negativo: o primeiro com queda de 2,7%, e o segundo, de 1,7%. As despesas do governo foram as únicas a registrar crescimento, de 1,1% frente aos três meses anteriores.
Na comparação com o mesmo período do ano anterior, todos os componentes da demanda tiveram queda pelo quinto trimestre seguido.
PIB consumo famílias - 1tri16 (Foto: Arte/G1)
Consumo das famílias
Na comparação com o primeiro trimestre de 2015, o consumo das famílias sofreu um "tombo" de 6,3%. O indicador, que foi um dos grandes impulsos para o PIB entre 2008 e 2011, completou oito trimestres de queda nessa comparação. No acumulado em quatro trimestres, o recuo vem desde o período de abril a junho do ano passado.
Segundo o IBGE, essa queda é explicada pela deterioração nominal de 2,1% do saldo de operações de crédito do sistema financeiro nacional para as pessoas físicas, do aumento da Selic, que alcançou 14,3% ao ano no primeiro trimestre contra 12,1% ao ano no mesmo período de 2015, e pelo crescimento da inflação em 10% no primeiro trimestre de 2016, em comparação com o primeiro trimestre de 2015.

PIB gastos do governo - 1tri16 (Foto: Arte/G1)
Gastos do governo
O gastos de consumo do governo cresceram 1,1% frente ao trimestre anterior, mas mostraram queda de 1,4% na comparação com o período de janeiro a março de 2015.
“Estava havendo redução, que continuou no trimestre, mas ele foi menor do que o trimestre anterior em termos interanuais. E comparando com o trimestre imediatamente anterior, dá uma subida. O governo estava fazendo contenção da despesa de consumo e essa contenção continuou, mas foi menor do que tinha ocorrido no quarto trimestre do ano anterior que tinha sido a mais forte da série nos últimos tempos”, explicou Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais.


PIB investimentos - 1tri16 (Foto: Arte/G1)
Investimentos
Pelo décimo trimestre seguido, a formação bruta de capital fixo recuou na comparação com os três meses anteriores, numa queda de 2,7% – menos acentuada, no entanto, que a registrada nos períodos anteriores (veja no gráfico).
Frente aos primeiros três meses de 2015, foi a oitava queda seguida, de 17,5%. "Este recuo é justificado, principalmente, pela queda das importações e da produção interna de bens de capital sendo influenciado ainda pelo desempenho negativo da construção neste período", diz o IBGE.





PRODUÇÂO
De acordo com os dados do IBGE, a indústria teve o pior resultado pela ótica da produção, com queda de 1,2% em relação aos três meses anteriores. A agropecuária recuou 0,3%, enquanto nos serviços a contração foi de 0,2%.
PIB indústria - 1tri16 (Foto: Arte/G1)
Indústria
Na indústria, a maior queda frente aos três meses anteriores se deu na extrativa mineral, de 1,1%. Já a indústria de transformação recuou 0,3% – no sexto trimestre seguido de contração. Construção recuou 1%, enquanto eletricidade e gás, esgoto e limpeza urbana cresceu 1,9%.
Ante o mesmo período de 2015, a indústria teve contração de 7,3% – a oitava seguida. A indústria de transformação caiu 10,5%, enquanto a extrativa mineral recuou 9,6%.
Sobre a queda de 9,6% da extrativa mineral, na comparação com o primeiro trimestre de 2015, o IBGE explicou que o desempenho “foi influenciado tanto pela queda da extração de minérios ferrosos como da extração de petróleo e gás natural”.
“A queda maior foi do minério, mas o peso maior é do petróleo. Nesse primeiro trimestre houve paradas de plataformas já programadas”, explicou Claudia Dionísio, coordenadora de contas trimestrais do IBGE.

PIB agropecuária-1tri16 (Foto: Arte/G1)
Agropecuária
Depois de mostrar recuperação no último trimestre de 2015, a agropecuária voltou a cair neste começo de ano, com uma contração de 0,3% frente aos três meses anteriores. Ante o primeiro trimestre de 2015, a queda foi mais acentuada, de 3,7%.
No acumulado em quatro trimestres, foi a primeira queda do setor desde 2012, recuando 1%.
“A soja, 60% da colheita anual é feita no primeiro trimestre, e é ela que tem maior peso na lavoura brasileira. No caso, ela até apresentou expectativa de crescimento no ano, segundo o LSPA [pesquisa do IBGE], mas a área colhida está crescendo menos do que a área plantada. Apesar da soja ter crescido no ano, houve perda de produtividade. De forma geral, a atividade climática colaborou para isso", explicou Claudia Dionísio.

PIB serviços-1tri16 (Foto: Arte/G1)
Serviços
Os serviços tiveram queda de 0,2% frente aos três meses anteriores, puxados pela queda de 1% no comércio. Houve recuos importantes também de 0,8% em intermediação financeira e serviços e de 0,7% em serviços de informação. Transporte, armazenagem e correio teve contração de 0,4%.
Ante o mesmo período de 2015, o setor teve contração de 3,7%, com destaque para as quedas de 10,7% no comércio e de 7,4% em transporte, armazenagem e correio. Também tiveram resultados negativos as atividades de serviços de informação (-5%), outros serviços (-3,8%), intermediação financeira e seguros (-1,8%) e administração, saúde e educação pública (-0,8%).
“Caíram mais o comércio, tanto atacadista quanto varejista, transporte, principalmente o transporte de cargas, que puxaram mais. E serviço de transformação, que engloba telecomunicação, internet, agência de notícias, audiovisuais, e isso há um tempo tem esse comportamento porque estamos observando a substituição dos impressos pelos eletrônicos”, explicou Claudia Dionísio.

Comércio exterior
As vendas do Brasil ao exterior foram o ponto positivo dos dados divulgados nesta quarta-feira pelo IBGE. Frente aos três últimos meses de 2015, as exportações brasileiras cresceram 6,5%. Já a importação de bens e serviços – que contam negativamente no PIB – tiveram queda de 5,6%.
De acordo com a Claudia Dionísio, coordenadora de contas trimestrais do IBGE, o comportamento positivo da exportação que foi observado no quarto trimestre de 2015 continuou no primeiro trimestre de 2016.
“Exportação já vinha com contribuição positiva, mas nesse primeiro trimestre de 2016 aumentou. A desvalorização cambial favoreceu, e até atividade econômica interna mais fraca favorece na medida que parte da produção nacional acaba sendo enviada para fora”.
A queda de 21,7% da importação de bens e serviços, em relação ao primeiro trimestre do ano anterior, é a maior queda da série histórica, iniciada no trimestre de 1996, afirmou Claudia Dionísio.
Previsões pessimistas
O resultado do PIB dos primeiros meses deste ano mostra que o Brasil está no rumo de mais um ano de recessão. Um relatório divulgado mais cedo pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) estima que a situação econômica do país vai se deteriorar ainda mais este ano, com uma contração de 4,3% no PIB, seguida por uma nova queda, de 1,7%, em 2017.
Já os mercados financeiros preveem uma queda menos acentuada, de 3,81% na economia deste ano – a mesma esperada pelo governo, segundo o relatório de receitas e despesas do orçamento relativo ao segundo bimestre deste ano.
Fonte: G1
http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/06/pib-do-brasil-cai-03-no-1-trimestre-de-2016.html